Mal condicionadamente necessário

Escrever, escrever, escrever.... Escrever!
Escrever sempre foi o meu refúgio, meu desabafo. Acima disso, escrever é a minha forma de expressão, a forma titular, a predominante.
Já escrevi muitas cartas, para diversas pessoas e por motivos, obviamente, diferentes.
Minhas cartas sempre são muito densas, altamente carregadas de emoção. Passo meses decidindo se vou escrever ou não... Sempre acabo escrevendo, entrego/envio e me satisfaço.
Há reações e reações.
Algumas cartas causaram choro de alegria, outras de tristeza. Outra foi parar em quadro. Outra interrompeu uma aula. Outra causou silêncio. Outra indiferença. Outra raiva. Outra decepção. Outra indignação. Outra risos. Outra esperança. Outra saudade...
Cada reação representa uma pessoa. Pessoas que somente eu sei quem são. Pessoas que aproximei e afastei de mim através destas cartas. Pessoas que, de uma forma ou de outra, despertaram algo muito forte em mim. Pessoas com as quais eu queria me expressar, sobretudo, com palavras ditas e não escritas.
Escrever é libertação e bloqueio.
Terapia e vício.
Ajuda e prejuízo.
Escrito por Sininho às 12h08
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