Um desabafo na noite 29

Já jantei, já pensei quietinha, já atendi ligações, já conversei com meu pai e meu irmão, já ouvi música, já chorei e já tentei ler o texto pra aula de amanhã... Agora me rendo ao papel: terapia das palavras escritas.

 

Hoje eu pensei em você.

Hoje eu desejei você.

Hoje eu precisei de você.

Hoje eu clamei por você.

Hoje você veio.

 

Pareci criança mimada querendo colo, eu sei. Mas é que ás vezes eu me sinto tão cansada e só (mais uma vez você me percebeu.). Estou insegura. Ainda me encaixo na sua vida?

Que volta foi essa que os acontecimentos deram? Em que ponto eu me perdi?

O que era pra ser uma luz, na nossa caverna escura, abalou a nossa relação desde sempre intocável.

Eu sei que você ficou/está confusa... E eu não quero ser um impecílio ao teu progresso.

Mas... Como diria Renato: "Vamos com calma" . Mais tarde, pensaremos juntas.

 

Sua presença foi um alívio, teu abraço meu calmante e tua carta meu alimento.

 

Será difícil me aguentar sem você esses dias. Fico insuportável.

 

 

(Sininho está com a luz fraca. Alguém aí pode bater palmas?)

 



Escrito por Sininho às 13h13
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Falando do inesperado...

 

Como começar a escrever sem saber o que se quer dizer?

A intenção inicial era postar um conto de Drummond somente e aproveitar tal ato para contar-lhes da minha tamanha admiração pelo autor. Porém, quando fui buscar alguma imagem do meu querido companheiro nas horas solitárias, encontrei esta foto tirada de um monumento, feito em homenagem ao seu centenário, localizado na praia de Copacabana no Rio.

Eis que, então, sou devastada por um mar de lembranças da minha viagem a Cidade Maravilhosa. Passei tanto tempo esperando por ela, ansiedade total. Foram cinco dias de novidades, contemplação e proveito de companhia perfeita. E, como se não bastasse, ainda encontro com Carlos Drummond de Andrade, sentadinho num banco do calçadão.

É bom não ter de seguir um roteiro e poder escrever sobre o que há de mais importante, os sentimentos. Sou movida à emoção, mesmo que a razão ainda tente me segurar.

Segue o conto de Drummond.

 

Diálogo Final

- É tudo que tem a me dizer? - perguntou ele.
- É. - respondeu ela.
- Você disse tão pouco.
- Disse o que tinha para dizer.
- Sempre se pode dizer mais alguma coisa.
- Que coisa?
- Sei lá. Alguma coisa.
- Você queria que eu repetisse?
- Não. Queria outra coisa.
- Que coisa é outra coisa?
- Não sei. Você que devia saber.
- Por que eu devia saber o que você não sabe?
- Qualquer pessoa sabe mais alguma coisa que outro não sabe.
- Eu só sei o que sei.
- Então não vai mesmo me dizer mais nada?
- Mais nada.
- Se você quisesse...
- Quisesse o quê?
- Dizer o que você não tem para me dizer. Dizer o que não sabe, o que eu queria ouvir de você. Em amor é o que há de mais importante: o que a gente não sabe.
- Mas tudo acabou entre nós.
- Pois isso é o mais importante de tudo: o que acabou. Você não me diz mais nada sobre o que acabou? Seria uma forma de continuarmos.

Carlos Drummond de Andrade



Escrito por Sininho às 13h07
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