Coisas que se ouve por aí - Parte I

Na fila de uma lanchonete de uma faculdade

 

"- Há muita discussão nesse país sobre ser cidadão, mas ninguém sabe como ser um!

- Você acha?

- Acho! Se você joga lixo no chão você é cidadão?

- Não... É verdade!"

 

 

 

"- Você sabia que fizeram um estudo sobre a fofoca? Estão dizendo que fofocar faz bem pra saúde!

- É mesmo? Por quê?

- Ah... Porque quando se fofoca você descreve um fato, analisa, interpreta e cria também!

- Faz sentido! (gargalhando)

- Pois é! Tomara que minha sogra não fique sabendo disso! (risos)"

 

 

 

"- Ai... Olha aquela menininha que graça!

- É sim... Um graça mesmo!

- Depois que tive meu filho comecei a reparar em qualquer criança!

- Ah mas essa menina não é uma criança qualquer, ela é especial!

- Ah é... (com seriedade) Ela tem alguma deficiência?

- Não. Mas é minha filha!"

 



Escrito por Sininho às 11h00
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Uma proposta

Ultimamente ando passando pelos dias. Passo correndo, não noto e nem me deixo notar.

Uma pessoa próxima me disse: "Você está adulta demais!" No mesmo instante me vi envolvida com a faculdade, envolvida com o trabalho, com os problemas em casa e com o meu namoro. Esses são os meus pensamentos rotineiros que muitas vezes me vendam, me deixam de olhos fechados.

É fato natural que tenhamos nossas prioridades e que nos ocupemos com as mesmas. No entanto, me sinto sem vida quando não noto as pessoas e nem os lugares onde passo. As paisagens, os diálogos, os sorrisos, os cheiros... Sinto-me culpada quando não consigo me sentir nos lugares ou com as pessoas por simples falta de tempo, sensibilidade ou espaço na mente.

Acredito na essencialidade de notar, viver e sentir as cenas e diálogos do meu dia. Pensando nisso, me propus a relatar pequenos momentos do dia. Instantes em que fui arrancada do meu mundo particular e testemunhei um instante cheio de sentimentos.

Vou nomear tais momentos como Cenas e Diálogos de Vida.

Posso fazer um teste?

 

 

Cenas e Diálogos de Vida – Nº 1

Lá estava eu na aula de História da Educação I, entediada com a falta de atividade, irritada com a fala sem pausa da professora e com sono, muito sono!

Virava e revirava na cadeira. Mexia e remexia na apostila, no caderno. Olhei para uma janela, avistei o bosque e desejei estar lá. Minha insatisfação com a situação aumentou. Olhei para a outra janela e a fitei. Lá estava ela. Uma menina cantando a batucando no vidro. De certo não imaginava que estava sendo observada.

Ela parecia feliz. Estava a vontade. Livre. Pude sentir as sensações que recebi ao observá-la.

Sem perceber, tinha me acalmado. Voltei os olhos novamente para a aula chata e permaneci ali, agora, mais paciente.



Escrito por Sininho às 11h14
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